Quando o relógio da torre marcou 17:45, eu sai do serviço passei na cafeteria, que estava muito lotada, pedi o meu expresso, procurei um lugar pra sentar e não achei, então pedi que fosse pra viagem.
Chegando no ponto de onibus, vi um cego atravessando a rua. No outro dia fiz as mesmas coisas e o cego também, atravessava a rua sozinho. Será que, ninguém queria ajuda-lo ou talvez ele não quisesse ser ajudado, me ofereci pra ajudar certo dia, tentei ser o mais educado possível.
- Com licença, posso ajuda-lo?
- Obrigado senhor, mas eu consigo só.
- Isso eu percebi ha alguns dias, só que fiquei um tanto curioso a saber como atravessa a rua sem medo.
- Medo eu tenho, mas eu consigo perceber que os carro estão parando então percebo que… Olha está na hora o sinal fechou, vamos atravesse comigo já que insistiu.
Os dois atravessaram a rua e o simpático senhor, melhor, simpático rapaz, pois ele não passava dos 30 anos, seu nome, Jacceline.
Era um rapaz italiano de descendencia pura, seu pai era italiano. Com uma expressão firme postura acentuada, robusto nem parecia cego ao engajar palavras fortes. Tinha um senso de humor muito bom.
Pedi pra conhecer sua casa e no caminho surgia perguntas, como ele sabia o ir e voltar pra casa, como é ter que lhe dá com o fato de ser cego, e muito gentilmente ele disse que era hábito.
“De tanto você levar a colher na sua boca, si ficares no escuro não vai errar”.
Queria saber como era sua rotina, do que ele trabalhava. Me surpreendi, Jacceline era um advogado, dos melhores diga-se de passagem, sabia ser a diferença e não fazer. Não por ser cego e ter que ler tudo em bryler, mas por defender causas que onde 87% das vezes o réu foi inocentado corretamente.
Comecei a ver que sua diferença não era ser cego e sim ser o melhor. Não era ter que aprimorar alguma coisas como o tato, mas sim estudar e estudar nunca tinha visto tal coisa assumo me imprecionei ao ver a quantidade de livros e medalhas de reconhecimento e tinha uma especial obtida no ano anterior por salvas a vida de uma criança só por ter ouvido os gritos e seguindo seus instintos achou-a e isso lhe fez um herói pra sociedade, só que eles não sabiam do que ele era capaz, que era um advogado, um batalhador assim como qualquer outro, e não tira vantagens de ser cego procura vantagens ora quem pode ver mesmo de olhos fechados com Jacceline.