"Eu e você, aos beijos. Eu e você, brincando. Você e eu sorrindo.
Vejo você e eu assim, sorrindo brincando, se divertindo e muito mais. Mas sabe o que é pior? Só te vejo de olhos fechados."
"Dom
É um dom tocar violão.
É lindo ver alguém tocando.
É um dom cozinhar.
É ótimo chegar em casa e ter aquele cheirinho
É um dom amar.
É horrível te ter sem você saber!"
"E se falarem que eu não tentei eu vou esganar um. Eu tentei ser simpático, tentei sorri sem motivo, tentei ser gentil, enfim, tentei. Agora vir em mim e dizer que eu não fiz nada de útil, que foram apenas palavras rasgadas, apenas idiotices. É tão engraçado quando você realmente tenta e nada da certo.
Tentei me apaixonar novamente, eu, bom, estava muito frio em termos de sentimentos, não queria achar “meu par perfeito” (vamos combinar que isso não existe assim em qualquer lugar) pra poder sair da monotonia, e quem disse que eu achei? Então, na verdade eu encontrei uma pessoa, mas como sempre ela me rejeitou. Ah! Mas eu não desisti, a gente ainda ficou e se falou, depois que eu pensava que ela também estava gostando de mim eu resolvi falar p’ra ela que eu gostava dela. Pra quê? Idiota mesmo quem faz isso antes da hora certa. Não consegui mais as mesmas conversas e hoje a gente ta um pouco mais distante, mesmo assim a gente se fala.
Tentei reunir meus amigos, chamei um a um para sair. Se eles foram? Aí eu não sei, porquê eu esperei até uma hora e meia depois, mas ninguém apareceu. Pode ser que eles tenham se atrasado mais de uma hora e meia né. Estranho!
E é por esses e outros motivos que eu desisti de todos e qualquer coisa que envolva sentimentos. Nada de confiar em promessas, nada de confiar em amor das pessoas, nada de confiar. Nada!"
"Era apenas um rapaz de vinte e poucos anos, que vagava pela rua, sem saber o que fazer parou num bar e pediu uma cerveja. Naquele tempo era bom porque parecia que não existia nostalgia.
Depois de algum tempo numa rotina tradicional, onde parecia só mais um na sociedade, ele, o rapaz, ficou irritado, mostrou que sabia fazer, largou o emprego numa empresa, onde ele era auxiliar do chefe. Foi pra rua com seu sax, colocou uma caixa no chão, começou a tocar musicas melódicas, pessoas passavam e deixavam 5, 10, 50 centavos outras deixavam até 10 reais. Num dia ele conseguia ganhar por volta de 120 reais por dias, fora as festas que ele fazia.
Um certo dia um garoto, com uma violino nas costas parou, ficou observando o outro tocar por mais ou menos vinte minutos ou meia hora. Quando ele parou pra lanchar, o garoto de pouco mais de 17 anos parou e se apresentou - Olá, tudo bem? Sou Rickye. - Ele ficou encantado com a belíssima musica. - Você se importa se eu tocar um pouco? - Então ele olhou para o garoto. - Prazer Rickye, me chamo Thomas, mas pode me chamar de Tom, e em questão de tocar, sinto muito, mas é aqui onde eu trabalho, tiro meu sustendo daqui. - Rickye escutou com educação, se inclinou e falou que tinha percebido ele insistiu falando - Quero apenas tocar uma canção, se caso alguém colocar dinheiro aí na sua caxinha é seu, tudo bem? - Tom, ficou sem jeito de falar não, logo que o garoto tinha sido muito simpático. - Tudo bem filho, toque então.
Olhou em volta, viu os carros passando, respirou fundo, abriu sua caixinha e começou, meio desafinado, virou olhando para Tom e sorrindo pediu desculpa, mas depois, ele conseguiu se concentrar e começou tocar As Quatro Estações de Vivaldi. Passaram-se 50 minutos e o garoto tocando, Tom não havia visto a hora passar, Rickye tocou, Primavera, Outono, Inverno e Verão e no ar na canção Rickye para e começa a conversar com Tom.
- Obrigado, acho que não te atrapalhei muito né e se atrapalhei quero te pedir desculpa ta?
- Tudo bem, caramba! Você toca muito bem. - Rickye sem graça agradece, e vai embora.
Tom conta o dinheiro da sua caixinha, R$ 339,35
Então Tom chega perto de mim e diz, hoje você vai entrar comigo na lanchonete e pedir o que você quiser. E eu, bom eu sou apenas um morador de rua que acompanhei Tom desde quando ele começou a tocar aqui na praça."
"Enquanto ela comia pasta de amendoim, ele ainda estava levantando, com uma cara de quem não tinha acordado ainda. Sentou na mesa e tentou comer, não conseguiu. - Não vai comer? - Ela indagou olhando pro jornal. - Como está a área de empregos? - Luiz fugiu da pergunta com um tom meio estranho mesmo assim continuou sem comer nada e com as mãos entre as pernas - Já falamos sobre isso, você não vai trabalhar em lugar algum enquanto não completar 18 anos.
- “Qual é” mãe, eu já tenho 16 anos, posso votar. Por que não posso trabalhar? - Ela levantando a xícara de café e ainda lendo o jornal na página dos obituários foi bem rígida, - Não é não e ponto final. Eu e seu pai já conversamos sobre isso e ele pensa igual a mim.
Mesmo assim, Luiz, foi pra escola. Cabisbaixo, mas pra la do que pra cá de sono, sem comer. Bom ele era um rapaz até que atraente, 16 anos, alto, 1,86 de altura. Ruivo, andava sempre a pé, usava só uma das alças da mochila. Gostava de brincar como criança as vezes, tirava notas razoáveis, não era um garoto tão popular, tinha lá seus amigos.
Chegou na escola, como sempre, e na aula de esportes quando foi se trocar, bom, ele não voltou. Luiz com ódio do que estava vivendo, se matou, aos 16 anos!"
"

Repentina e fatídica lembrança dos pensamentos que vão é vem
(12/10/13 - Maciel, Matheus Dias °- Coluna diarios-de-um-menin0)

Eu busquei você num olhar onde não havia nada
Aquele, onde qualquer um podeira olhar
Mas do nada veio, de repente, uma bala atravessada
Mas, porque? Assim eu nunca ira para de sangrar.

Sabe aquela noite onde eu te beijei.
Eu lembrei dela e queria te ter
Tudo que aconteceu eu desejei
Apesar de tudo, queria pelo menos te ver

Era ter você no meu simples alcance
Que coisa, mas não foi tão fácil te tirar daqui
Dos meu pensamentos e apertar o botão de avance.
Só queria mais um beijo, bom, e ele nunca senti

É só te tocar, te ter, te sentir,
Só te conseguir, ganhar e beijar.
Colocar um ponto onde não tem e… ir
Pra bem longe onde eu não possa te desejar.

"
"Era pra ser só mais uma manhã, mas nada começa como eu quero, sempre tem alguma coisa diferente. Bom eu queria poder está concentrado em tudo, prestar atenção nas coisas ao redor, mas ao invés disso eu levanto da cama, bato o dedo mindinho no pé da cama e suspiro pra não acordar ninguém.
Bom dia!… Bom dia!… de algumas pessoas soa muito falso, mas quando eu espero algum verdadeiro, sabe, não, de forma alguma, vem. Queria ter um maquina do tempo, pra poder avançar algumas etapas da minha vida, porque afina de contas eu estou no módulo automático mesmo.
Não quero mais paz, quero ser chamado atenção, quero fazer bagunça, quero, sei la, eu quero. Espero que o jogo mude logo, que tudo voltei a ser como era em um lugar diferente, poder sair, poder andar mais, poder ser mais eu."
"O meu próprio silêncio me incomoda já, é muito estranho se sentir assim e não conseguir falar com ninguém, antes as palavras brotavam como um fluxo forte, mas agora eu não se mais como vou fazer não tem ninguém pra eu chegar abraçar e chorar um pouco, digo, muito. Era tão inóspito meus pensamento e hoje são tão irrisórios. Só queria dez minutos com alguém, alguém mesmo, que entendesse o porque do meu choro sem precisar pergunta “por que você ta chorando?” é, seria bem mais fácil.
A cada hora que passa a garganta vai apertando, vai inchando, e deixa de ser um nó apenas e se torna uma vida, todo um passado construído com muitos nomes e momentos - sabe elas me deixam sem reação, e, sei la, vão rolando apenas, apenas descem de um vez como sangue num corte profundo na minha jugular, só para quando morro - sabe elas vão acabando comigo, vão me tornando mais otário do que nunca, vão me deixando ridicularizado num certo meio.
Queria apenas tomar um cafézinho, daqueles que se compra numa conveniência. E perdi de uma forma diferente ainda, mais ou menos assim. “Um forte com leite e canela por favor”. Mas nem pra isso eu sirvo, o medo de sair de dentro do meu eu “feliz” e me tornar o que me deixa pesado é, de longe, maior do que a força da esperança que deveria tomar conta do meu interior, e por isso - elas rolam."
"Talvez eu só precisei de um pouco de atenção, um pouco de tudo que me deixava estasiado. Sabe quando eu via as coisas com outros olhos? Pois é, daquele jeito."
"

Quando se tem promessas no meio das frases eu começo a desconfiar de que aquilo são apenas algumas palavras cheias de letras e vazias de sentimentos. Algumas milhares de promessas começam a se quebrar, e, depois de um tempo vira esquecimento, depois? Bom, depois vira uma bagunça, até esquece que você existe, aquilo tudo foi só um disfarce pra inaugurar sua frieza e te tornar um idiota diante das pessoas que gostam de você. Mas aí, depois de tudo, a desilusão acaba te iludindo falando pra ti que são todos iguais e acaba acreditando em um você que não é você.
E dai esquece-se de tudo, e as lembranças são jogadas num lugar qualquer, ficam empoeiradas, largadas e as lembranças não passam de memórias e depois viram contos e por fim somem e prefere nem lembrar.
É chato saber que a realidade é essa, mas fazer o que, curtir a vida, como? Não sei, não mesmo. E digo com firmeza. Vejo que está acabando, com todos e todas, não apenas com um ou dois, já era, durou ou não agora é viver por ai, procurar as novas promessas que irão desaparecer num futuro breve…

"